Arquivo do mês: dezembro 2010

Um vício em histórias

Não adianta: existem fatos da nossa personalidade que influenciam mais na vida do que outros. No meu caso, começou já na infância… Desde que eu me lembro, sou assim: simplesmente viciada em leitura.

Recordo-me com clareza do momento que li minha primeira frase: a data escrita na lousa da pré-escola. Eu tinha 6 anos. Minha turma sentava em roda enquanto a professora falava, mas eu não estava prestando atenção. Queria ler.

Uma amiga, a Gaby*, percebeu a minha angústia e cochichou pra mim: “é fácil, Bi… é só juntar as sílabas e ler todas juntas!”. Pronto. Mistério resolvido. Finalmente, aquela sopa de letrinhas fazia todo sentido do mundo. Já não precisaria implorar para que meu pai decifrasse aqueles símbolos enquanto eu me insatisfazia com as ilustrações. Minha paixão sempre foram as letras.

Depois de 18 anos de MUITA prática, posso me considerar uma book junkie. Quando a história me pega, é difícil me fazer largar. Harry Potter, uma das minhas séries preferidas, é um exemplo. O sexto volume, HP & o Príncipe Mestiço, li em 10h. Não parei nem pra comer. Minha mãe fica doida! Mas a culpa também é dela, que me incentivou a cultivar este hábito…

Gosto de ler à noite, antes de dormir. Rotina. Muitas vezes, perco a noção da hora e varo a madrugada perseguindo os capítulos de um bom livro. Minha alma se transporta para as páginas, vive junto com as personagens e isso transparece: choro, sorrio, sinto medo, ansiedade, felicidade… Catarse. Mas aí já é muita psicologia para o meu jornalismo.

Com o tempo, descobri que meu vício ultrapassa a leitura. Eu gosto mesmo é da história, da narrativa, dos caminhos inesperados. E isso me deu uma nova obcessão: os seriados! Mas isso é pra outro post.

Este aqui, encerro com uma lista dos livros que me conquistaram de primeira:

– Coleção Primeiro Amor, da Ed. Ática (vários autores)

– Toda série Harry Potter, de J.K. Rowling

A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak

Os Miseráveis, de Victor Hugo

A Fogueira das Vaidades, de Tom Wolfe

1968: O Ano que Não Terminou, de Zuenir Ventura

São 14 volumes

Na cabeceira, atualmente: O Silmarillion, de J.R.R. Tolkien.

Boa leitura!

*Depois de anos, nos reencontramos e ela ainda faz parte do meu círculo de amizades, felizmente! Conto num outro post.

Deixe um comentário

Arquivado em histórias, infância, livros, rotina