Arquivo do mês: julho 2011

Happy times!

Crescer é sonhar com um aspirador de pó e não se sentir mais parte de nada daquilo que, um dia, foi praticamente tudo… Mas fazer parte de algo ainda maior e descobrir, no caminho, que nem as melhores utopias foram tão boas quanto a vida de verdade.

Ficam as memórias, fica alguma saudade perdida num cotidiano cheio de novidades, ficam fotos que marcam um tempo bom. Olhar pra trás e perceber que não houve tempo jogado fora é reconfortante.

Olhar pro hoje e descobrir que tudo teve uma hora certa (parar, continuar, mudar de direção) dá cada vez mais certeza de que os melhores anos da vida ainda não passaram. Pelo contrário: ainda há muita energia pra tudo! Trabalhar, correr, pedalar, curtir a natureza e dançar em qualquer lugar em que estiver.

The party is just getting started!

E quanto mais eu vivo, mais quero viver… Porque sorte é o sinal mais óbvio do universo pra dizer que estamos no caminho certo.

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Novos sentidos

A vida passa e ficam muitas histórias. Tolice seria ignorar as que não gostamos muito. Bobagem imaginar que pode-se simplesmente botar naquele ponto uma pedra e prosseguir como se um novo livro estivesse sendo aberto e nada tivesse a ver com o anterior. Dá até pra virar uma página, encerrar um capítulo ou mudar o volume da nossa série (muito maior que uma trilogia) de livros da vida, mas sempre se manterá o fio condutor dos dias até aqui, as lembranças e as experiências.

Por isso, é impossível manter tanta ingenuidade no cotidiano, a ponto de acreditar em amor à primeira vista. Acredito em reconhecimento. Uma aproximação inevitável de almas afins, que invariavelmente se encontrariam em algum pedaço da estrada para experimentar aquela atração descontrolada, aquela uma urgência mal-explicada de crescerem juntas,  somarem qualidades, invadirem as camadas mais protegidas da personalidade e se descobrirem ainda mais feitas da mesma matéria.

Como é fácil de perceber, ainda há certa inocência. Nunca se perde completamente a fé. Como é bom seguir o caminho deixando alguns quilos de encanação pra trás, tendo finalmente percebido que não vale a pena se importar com o que chateia e pesa. E, quando se tem pés de bailarina e alma aventureira, pedir leveza é pedir o básico. Aí, quando nos damos conta… Estamos olhando o chão do alto, vendo as pegadas sumirem enquanto alçamos um voo meio insano, meio inevitável, que rola com trilha sonora de Bob Marley, Almir Sater, Colbie, JJ e Maskavo. Ou seja lá o que for que te faz feliz, traz paz pro seu dia, permite um amanhecer melhor nas manhãs frias.

Aquela coisa que tem um nome curto e uma carga enorme de relevância ganha outra conotação. Em vez do turbilhão costumeiro, uma estranha lucidez clareia as ideias. Em vez do medo típico, está lá uma confiança que beira o atrevimento. Em vez da vontade que vivia indo embora nas horas mais impróprias, uma disposição constante para qualquer coisa. No lugar da certeza absoluta, a perfeita consciência de que tudo é passível de mudança, mas faz bem aproveitar nossas vivências com intensidade enquanto elas duram.

Inspiração, poesia, sorrisos e energias positivas passam a fazer parte da rotina. Não é preciso pressa quando se tem um prazo indeterminado de validade, que pode muito bem nunca chegar. Chame do que quiser. Na verdade, não importa o rótulo. Continuo com meu sorriso, minha serenidade, minha plenitude, minha convicção de que tudo isso veio antes e que só por isso me foi permitido um voucher para dois nesse balão sem nome, mas com muito sentimento.

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