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E se…

Vira e mexe, uma frase surge dando cambalhotas na minha frente, me lembrando de uma das verdades que eu teimo em esquecer:

“Cada escolha, uma renúncia. Isso é a vida”

Graaande Chorão, que já foi melhor em outras épocas, mas isso não vem ao caso. Meu assunto neste post é a frase em questão. Um mote perfeito para emendar uma conversa de bar daquelas doloridas, mas que a gente adora ter porque dá um certo alívio falar de certos assuntos…

E, nas filosofias de buteco, fica tão simples perceber que ele resumiu nessa frase um dos sentidos dessa existência esquisita. Não há maneiras de seguir por um caminho sem deixar tantos outros para trás. Poucas são as vezes que as oportunidades voltam a aparecer na estrada… Mas fazemos escolhas todos os dias, mesmo sem perceber a importância que isso tem.

Recordo-me da primeira vez que usaram esta frase para me abrir os olhos sobre a opção que eu havia feito. Provavelmente, a pessoa que me disse isso não vai se lembrar, sequer vai ler este texto, mas posso compartilhar com vocês a sensação que tive na hora: foi como se um raio caísse bem atrás dos meus pés, rachasse a terra e me obrigasse a seguir em frente sem a menor possibilidade de rever qualquer atitude. Era aquilo. Arque com as consequências.

O tempo passou, aquela ferida já cicatrizou e estamos mais velhos, mais maduros. Ainda assim… Não, não fica mais fácil. A cada novo dia, estamos mais presos a  responsabilidades que nem sempre pedimos para ter.  Isso é a vida.

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Não raro, nos deixamos amarrar por empregos que detestamos, planos que não conseguimos pôr em prática, promessas que não pretendemos cumprir. Vamos escolhendo sempre o caminho errado e sendo engolfados pelo conformismo – que nada tem a ver com a rotina. Arriscar pode ser bom. Pode significar uma renúncia a uma vida pequena, sem emoções, com histórias sem graça pra contar.

Perdemos a coragem de dar um passo adiante através de uma rota desconhecida e, caramba!, quanta coisa boa perdemos de ver, experimentar, sentir, ouvir, tocar… Se não fizermos algumas loucuras por nós mesmos, jamais saberemos.

É hora de perder o medo.

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Arquivado em boemia, rotina